A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, neste sábado (22), provocou poucas manifestações entre os parlamentares federais do Maranhão. Dos 21 integrantes da bancada — 18 deputados e 3 senadores — apenas cinco se pronunciaram nas primeiras horas após a decisão do ministro Alexandre de Moraes. Até mesmo bolsonaristas convictos, como o deputado Pastor Gil (PL), silenciaram.
O deputado Marreca Filho (PRD), que foi vice-líder do governo Bolsonaro durante quase todo o mandato presidencial, também evitou comentar o episódio. As manifestações e ausências foram contabilizadas a partir do monitoramento feito pelo Observador das publicações oficiais dos parlamentares em redes sociais e canais públicos.
Quem se manifestou
Aluísio Mendes (Republicanos)
“Os acontecimentos de hoje exigem transparência e rigor no devido processo. Medidas extremas precisam ser claras e proporcionais. A democracia se enfraquece quando decisões levantam dúvidas. O país precisa de justiça imparcial e responsável!”
Rubens Pereira Jr. (PT)
“O filho do Bolsonaro convoca uma aglomeração pra frente de onde está sendo cumprida a prisão domiciliar do pai.
Na madrugada, há uma tentativa de rompimento de tornozeleira. Pra mim, tá clara a condição da preventiva.”
Márcio Jerry (PCdoB)
“Prisão do Jair Bolsonaro não é questão política, como alardeiam seus aliados; é caso de polícia, de cometimento de crimes. Quem comete crimes tem que prestar contas à justiça.”
Josivaldo JP (PSD)
“A oração tem o poder de cura, de transformação. Oremos juntos neste dia para que o Senhor esteja com o presidente Bolsonaro. Que o Senhor possa proteger sua integridade física e emocional, e que esteja com ele em todas as horas. Deus te abençoe, e proteja!”
Allan Garcês (PP)
“O Brasil amanheceu de luto político. Mais uma vez, o povo brasileiro observa as injustiças sendo cometidas pela nossa Justiça. O ex-presidente Jair Bolsonaro sofre, mais uma vez, as consequências de uma perseguição política e ideológica praticada pelo sistema que ele combateu. O ex-presidente Bolsonaro é um homem honesto, que nunca roubou dinheiro público, nunca desviou recursos públicos e nunca corrompeu a administração pública deste país. Fica aqui o sentimento de repúdio do deputado federal Allan Garcês e de toda a sua equipe de gabinete a esse ato praticado no dia de hoje.”
Quem não se manifestou
Josimar Maranhãozinho (PL) — deputado do partido de Bolsonaro, mas considerado de uma ala menos ideológica.
Detinha (PL) — deputada do PL, mesma sigla do ex-presidente.
Pastor Gil (PL) — apesar de ser bolsonarista convicto, o deputado não comentou o episódio.
Júnior Lourenço (PL) — parlamentar alinhado ao ex-presidente.
Marreca Filho (PRD) — ex-vice-líder do governo Bolsonaro durante quase todo o mandato presidencial, deputado evitou o assunto.
Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) — votou sistematicamente com o governo Bolsonaro entre 2019 e 2022.
André Fufuca (PP) — deputado licenciado e ministro dos Esportes; pediu votos para Bolsonaro na última eleição e depois declarou apoio ao presidente Lula.
Hildo Rocha (MDB) — defensor da anistia a Bolsonaro e aos investigados pelos atos de 8 de janeiro, Rocha não comentou a prisão.
Cléber Verde (MDB) — não comentou.
Fábio Macedo (Podemos) — não comentou.
Duarte Jr. (PSB) — não comentou.
Amanda Gentil (PP) — não comentou.
Márcio Honaiser (PDT) — não comentou.
Juscelino Filho (União Brasil) — não comentou.
Senadores
Nenhum dos três senadores maranhenses se manifestou até o fechamento deste levantamento:
Weverton Rocha (PDT)
Eliziane Gama (PSD)
Ana Paula Lobato (PSB)
