Aliados de Jorge Messias — indicado ao STF pelo presidente Lula nesta quinta-feira (20) — têm atuado para diferenciá-lo de Flávio Dino. O motivo é que parlamentares usam o “trauma” com o ex-ministro da Justiça de Lula — que montou uma ofensiva contra as emendas parlamentares após assumir uma cadeira na Corte — para justificar a resistência ao advogado-geral da União. A informação é do Estadão.
A postura de Dino no Supremo acirrou o desconforto do Congresso com interferências sobre o sistema de emendas, um dos pilares de poder do Legislativo. A ofensiva do ministro maranhense criou um ambiente mais hostil a qualquer nome percebido como alinhado ao presidente. Messias, por sua proximidade com Lula, acabou puxado para esse campo de desconfiança.
Em conversas reservadas, aliados do AGU ressaltam que Messias tem um perfil totalmente distinto do de Dino, sendo mais próximo ao de Cristiano Zanin – marcado por discrição e baixa fricção com o Congresso.
Para tomar posse no STF, Messias ainda terá de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado pelo plenário da Casa com pelo menos 41 votos. Caso receba o sinal verde do Senado, Jorge Messias ocupará a vaga aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro.
